O fim da confrontação bipolar, no entanto, provocou a crise da política externa italiana: sem um inimigo europeu dos EUA, não há possibilidade valorizar a própria contribuição na aliança. A solução só pode ser a já adoptada no passado: tentar equilibrar o demasiado poderoso aliado com um “amigo” de peso. O renascimento da Federação da Rússia desde a chegada ao poder de Putin mostra claramente o caminho da diplomacia italiana, mais consciente do papel geopolítico de nosso país. A Rússia, principal fornecedor de energia, está a tornar-se fundamental na geopolítica italiana. Roma tem a necessidade de manter cordiais relações comerciais com Moscovo e de proteger as rotas de trânsito dos hidrocarbonetos russos para o nosso país. Este factor soma-se à necessidade dum contrapeso diplomático ao apontar, sem sombra de dúvida, a Rússia como um dos pilares necessários para a política externa italiana do século XXI.